sábado, 17 de outubro de 2009

Cada bairro tem uma história - Recoleta

Após a segunda fundação de cidade, Juan de Garay destinou os terrenos da Recoleta para Rodrigo Ortiz de Zárate que o acompanhara na empreitada. Isto foi em 1580.
No início do século XVIII, já haviam passado por vários proprietários que não atribuíam muito valor a eles. Era uma região banhada pelo Rio de la Plata que chegava até onde fica o Museo Nacional de Bellas Artes, e afastada da área construída da cidade que ficava na região sul (San Telmo, Plaza de Mayo).


Então, um casal que tinha os direitos de propriedade doou um lote para os frades Recoletos descalços da Congregação Franciscana de onde provem o nome do bairro. Eles começaram a construir em 1706 o Convento e a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, que foram inauguradas em 1732.
O cemitério, também nasceu com o projeto do convento. E foi conhecido como Cemitério do Norte quando o então presidente Rivadavia o expropriou dos religiosos.
Quando as epidemias de cólera e febre amarela na década de 1870 atacaram à população que estava assentada nos bairros da região sul da cidade, as famílias mais ricas decidiram a mudança para locais mais altos –com a ideia que os locais mais altos da cidade reduziria a quantidade de insetos transmissores das doenças- e assim evitar o contágio.
Os novos moradores construíram mansões luxuosas e prédios em estilo francês, cercados por jardins e parques. O bairro evoluiu rapidamente, também ajudado pelo então prefeito Torcuato de Alvear em 1885 quem projetou a Avenida que leva seu nome, e o Puerto Madero. Com a terra das excavações das obras fez o aterro que permitiu que, atualmente, este bairro tenha um conglomerado de parques e praças.


Entre as principais atrações turísticas do bairro se encontram o já mencionado Museo Nacional de Bellas Artes, o Centro Cultural Recoleta, o Buenos Aires Design, o Cemitério, a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, “Locos por el Fútbol” um bar temático sobre a grande paixão dos argentinos, Plaza Francia onde há feira de artesanato, e numerosos bares, cafés e restaurantes com uma ambientação parisina, com mesas nas calçadas, e a sensação que o tempo passa mais devagar, sem tanta pressa nem estresse.



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